fim de férias à vista.
uma vontade grande de voltar.
mas que diminui quando lembro dos tocos que estão por vir.
e a promessa (que está na moda hoje em dia) de postagens mais frequentes.
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
sei que faz tempo...
... que não venho aqui. e não é que não tenha mais coisas para dizer.
é que a dualidade de certas coisas que tem me tirado o sono não são dignas para virem pra cá.
gosto de dar aulas. não ligo de montar apresentações em ppt e apresentar prum monte de gente ora desinteressadas, ora interessadas demais.
mas o mundo academico me cansa muito. pesquisas me cansam.
manual de teses e monografias da faculdade de medicina da usp me cansa.
o endnote me cansa.
cobranças exdrúxulas me cansam.
a tabela de abreviações e siglas que eu não fiz suga a minha energia.
e no fundo, eu estou me lixando pra ela.
e eu acho que todas as pessoas que me cobram quanto a isso devem ter uma apostila metodológica até pra pendurar roupas no varal.
e eu nunca vou conseguir fazer um mestrado.
é que a dualidade de certas coisas que tem me tirado o sono não são dignas para virem pra cá.
gosto de dar aulas. não ligo de montar apresentações em ppt e apresentar prum monte de gente ora desinteressadas, ora interessadas demais.
mas o mundo academico me cansa muito. pesquisas me cansam.
manual de teses e monografias da faculdade de medicina da usp me cansa.
o endnote me cansa.
cobranças exdrúxulas me cansam.
a tabela de abreviações e siglas que eu não fiz suga a minha energia.
e no fundo, eu estou me lixando pra ela.
e eu acho que todas as pessoas que me cobram quanto a isso devem ter uma apostila metodológica até pra pendurar roupas no varal.
e eu nunca vou conseguir fazer um mestrado.
domingo, 30 de maio de 2010
a sequencia das coisas.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
pensamento do dia
"Deus não devia dar filho especial pra pobre"
da mãe de uma paciente com epilepsia e deficiência mental, que trabalha como faxineira, e vem e volta de são miguel paulista ao hc de taxi porque o metrô/trem desencadeia crises convulsivas na filha.
da mãe de uma paciente com epilepsia e deficiência mental, que trabalha como faxineira, e vem e volta de são miguel paulista ao hc de taxi porque o metrô/trem desencadeia crises convulsivas na filha.
terça-feira, 6 de abril de 2010
viver e morrer
minha relação com a vida e com a morte está mudando esse ano.
enquanto a gente está vivo, todo o tipo de merda pode acontecer.
o dente vai abcedar, vai dar osteonecrose na mandíbula, vai infeccionar a válvula mitral, vai dar broncopneumonia, infecção de urina, o cancer vai dar metástase, o transplante de medula não vai pegar, s.aureus vai colonizar o catéter e por aí vai...
quando eu tenho um paciente com estado de saúde instável, o assunto não abandona minha cabeça um segundo.
quando esse paciente morre, a tristeza toma o lugar da preocupação.
mas pensando racionalmente, os pacientes ficam melhores depois que morrem.
não tem mais que se preocupar com a taxa de neutrofilos, com o novo protocolo de quimioterapia, com a mucosite que impossibilita a alimentação, com a sonda nasogástrica que foi colocada por causa da mucosite, com o período nadir, com os dentes que são focos de infecção, com os novos acessos que vão receber, com um doador compatível de medula/rim/fígado/coração e com as novas cirurgias e pós operatórios que vão passar.
e nem eu.
até chegar o próximo paciente.
enquanto a gente está vivo, todo o tipo de merda pode acontecer.
o dente vai abcedar, vai dar osteonecrose na mandíbula, vai infeccionar a válvula mitral, vai dar broncopneumonia, infecção de urina, o cancer vai dar metástase, o transplante de medula não vai pegar, s.aureus vai colonizar o catéter e por aí vai...
quando eu tenho um paciente com estado de saúde instável, o assunto não abandona minha cabeça um segundo.
quando esse paciente morre, a tristeza toma o lugar da preocupação.
mas pensando racionalmente, os pacientes ficam melhores depois que morrem.
não tem mais que se preocupar com a taxa de neutrofilos, com o novo protocolo de quimioterapia, com a mucosite que impossibilita a alimentação, com a sonda nasogástrica que foi colocada por causa da mucosite, com o período nadir, com os dentes que são focos de infecção, com os novos acessos que vão receber, com um doador compatível de medula/rim/fígado/coração e com as novas cirurgias e pós operatórios que vão passar.
e nem eu.
até chegar o próximo paciente.
segunda-feira, 15 de março de 2010
enfermaria e UTI
quando uma paciente é transefida do quarto para a UTI, é porque ela piorou.
quando essa paciente é uma garota, com a cor dos seus olhos, a mesma boca pequena, a pele pálida, e a mesma idade que a sua, quem piora é você.
além disso, enquanto a paciente estava no quarto (recebendo quimioterapia) o dentista é requisitado. a mucosite é pauleira e rola solta. só nos resta diminuir os sintomas, pra evitar que o paciente pare de se alimentar pela boca. e isso já é muito nobre.
mas quando a paciente vai pra UTI, a gente deixa de ser útil. e saber que ela piorou e está morrendo e deixar de ajudar, nem que seja esse pouquinho, é horrível. a equipe médica de UTI ta pouco se lixando pro nosso trabalho.
-primeiro: porque eles "só" querem evitar que ela morra (o enfoque é completamente diferente entre enfermaria e UTI).
-e segundo: agora ela já está sendo alimentada pela sonda mesmo.
quando essa paciente é uma garota, com a cor dos seus olhos, a mesma boca pequena, a pele pálida, e a mesma idade que a sua, quem piora é você.
além disso, enquanto a paciente estava no quarto (recebendo quimioterapia) o dentista é requisitado. a mucosite é pauleira e rola solta. só nos resta diminuir os sintomas, pra evitar que o paciente pare de se alimentar pela boca. e isso já é muito nobre.
mas quando a paciente vai pra UTI, a gente deixa de ser útil. e saber que ela piorou e está morrendo e deixar de ajudar, nem que seja esse pouquinho, é horrível. a equipe médica de UTI ta pouco se lixando pro nosso trabalho.
-primeiro: porque eles "só" querem evitar que ela morra (o enfoque é completamente diferente entre enfermaria e UTI).
-e segundo: agora ela já está sendo alimentada pela sonda mesmo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
benjamin button e doenças neuro degenerativas.
"não sou vaidosa, não ligo muito pra questões de estética e beleza. me preocupo mais com o meu cérebro. se algum médico me dissesse -faça tal coisa que vc ficará livre de doenças neuro degenerativas- eu faria sem pensar duas vezes".
ouvi isso da chefe do serviço de neurologia pediátrica do hc.
e sou obrigada a concordar.
o fim de o curioso caso de banjamin button é quase clássico. estive pensando o filme todo em como resolveriam o fato de que ele teria que morrer. mas morrer de que? catapora?
e não é que o benjamin desenvolve alzheimer? começa a apresentar comportamentos estranhos, para de reconhecer as pessoas. se torna completamente dependente e definha até morrer. caiu como uma luva.
entretanto, benjamin teve uma vida boa. os sinais da doença se manifestaram quando ele já tinha alguma idade (ou não, haha).
o maior problema aqui, aparece quando os sintomas começam cedo.
alzheimer pode começar com 35 anos
huntington com 30.
esclerose múltipla com 20.
e então, com 40 anos o paciente está como benjamin estava quando morreu.
uma criança.
que aproveitou até os 20 e poucos anos.
mas que daí pra frente voltou no tempo.
ouvi isso da chefe do serviço de neurologia pediátrica do hc.
e sou obrigada a concordar.
o fim de o curioso caso de banjamin button é quase clássico. estive pensando o filme todo em como resolveriam o fato de que ele teria que morrer. mas morrer de que? catapora?
e não é que o benjamin desenvolve alzheimer? começa a apresentar comportamentos estranhos, para de reconhecer as pessoas. se torna completamente dependente e definha até morrer. caiu como uma luva.
entretanto, benjamin teve uma vida boa. os sinais da doença se manifestaram quando ele já tinha alguma idade (ou não, haha).
o maior problema aqui, aparece quando os sintomas começam cedo.
alzheimer pode começar com 35 anos
huntington com 30.
esclerose múltipla com 20.
e então, com 40 anos o paciente está como benjamin estava quando morreu.
uma criança.
que aproveitou até os 20 e poucos anos.
mas que daí pra frente voltou no tempo.
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